A memória que vive numa cabeça só
Quem é cliente, o que foi prometido, qual perito indicar, como aquele juiz costuma decidir, boa parte disso não está em lugar nenhum. Está na cabeça de uma pessoa.
Às vezes é a secretária. Às vezes o estagiário. Em muitos escritórios, é o próprio sócio.
E essa pessoa, sem querer, virou o sistema do escritório inteiro.
Não porque falhou, porque assumiu um peso que nenhuma cabeça aguenta sozinha. Quanto mais clientes chegam, mais coisa pra segurar, e menos fôlego pra segurar tudo.
Aí mensagem fica sem resposta, tarefa passa batida, cobrança atrasa e informação importante começa a se perder. Não por desleixo, porque era humanamente impossível guardar tudo.
E um dia você percebe que o escritório cresceu mais rápido do que a forma de controlá-lo.